Hoje, escutando a coluna da Mara Luquet na Rádio CBN, fiquei sabendo de uma pesquisa muito interessante feita nos Estados Unidos pela Columbian Universion, onde foi constatado que a cada ano de estudo é ganho 1,5 anos de expectativa de vida.
A pesquisa não se restringe somente ao estudo formal, mas sim a qualquer tipo de estudo, seja a leitura de um livro como também o aprendizado de uma nova língua.
O motivo é simples, a pessoa estar constantemente estudando, conseqüentemente estará sempre com o cérebro ativo e sendo exercitado.
Exercite seu corpo, mas não se esqueça de exercitar seu cérebro!
Um livro muito bom que recomendo sobre o assunto: Mantenha o Seu Cérebro Vivo, escrito pelo professor de neurobiologia Lawrence C. Katz.
Muito se fala hoje sobre responsabilidade social, e é disso que quero tratar neste artigo, minha intenção é levar aos desenvolvedores e empresas que possuem site na internet, estatísticas que comprovam que o desenvolvimento de um site seguindo regras de Acessibilidade, Padrões Web e Usabilidade não é apenas uma “moda passageira” e sim algo sustentável e de grande importância para a inclusão digital.
No Brasil, segundo Censo realizado em 2000 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), aproximadamente 10% da população (16.573.937) sofre de algum tipo de deficiência visual e que mais de 4,6% da população possuem algum tipo de dificuldade motora. Unificando estas estatísticas, temos um total de quase 15% da população, ou seja, aproximadamente 25,5 milhões de brasileiros que sofrem de algum tipo de deficiência que impossibilita parcialmente ou totalmente a sua inclusão digital, tanto on-line quanto off-line.
Onde quero chegar?
Como o percentual de pessoas com algum tipo de deficiência que impossibilita o acesso à internet é expressivo, temos que encontrar soluções para que essa inclusão seja feita em sua totalidade. E isso é totalmente possível!
Uma grande aliada para isso é a usabilidade web
A usabilidade web associa-se aos estudos da Interação Humano-Computador (IHC) e seu foco principal éa interação dos usuários com sites e ferramentas da internet, em como as interfaces devem ser desenvolvidas, e quais as tecnologias e padrões devem ser adotados para garantir a qualidade de um site. Qualidade essa que deve ser acessível a todos os grupos de usuários (usuários corporativos, analfabetos funcionais, usuários internacionais, idosos, jovens e usuários com dificuldades físicas). Este último grupo é de suma importância, pois como vimos à cima, é um percentual considerável e que é, na mesma proporção, esquecido na hora do desenvolvimento de um site.
O motivo? Falta de tempo, o projeto ficaria muito caro, falta de informação, ou pior: preguiça.
É mais simples do que pensamos
Desenvolver um site para que todos os grupos de usuários possam acessar não é tão complicado como parece. A utilização de metodologias de desenvolvimento como os Web Standards podem ajudar, e muito, os sites serem acessíveis.
Para ilustrar ainda melhor, segue abaixo um vídeo feito pelo pessoal do Acesso Digital sobre acessibilidade web, com exemplos reais de pessoas que possuem as dificuldades físicas que citamos a cima.
Uma série de vídeos muito interessante onde professores do Instituto Infnet discutem sobre o mercado e estratégias de marketing digital. Vale a pena conferir.
Comentários Recentes