Pois é, este é o argumento mais comum que eu ouço de quem não tem o hábito da leitura.
Quer dizer então, que grandes empresários e pessoas de sucesso eram vagabundos quando passavam (e passam até hoje) noites em claro lendo livros e estudando?
“Quem quer fazer alguma coisa, encontra um meio. Quem não quer fazer nada, encontra uma desculpa”. E é isto que acontece com todos que utilizam a desculpa acima como o fator principal de não ler livros.
Será mesmo que não é possível separar 1 hora em uma semana inteira para ler?
Dizer que livros são caros também é uma hipocrisia, sendo que, é possível comprar bons livros com o mesmo dinheiro que se compra uma pizza.
O titulo pode até parecer trivial, mas observando o comportamento de alguns vendedores cheguei a conclusão que, em muitas vezes, eles se esquecem de vender o produto que o cliente quer comprar.
Recentemente tive uma experiência verídica que retrata muito bem este processo ilógico que muitos vendedores utilizam (inconscientemente ou não).
Entrei em uma das lojas de uma grande rede de varejo para saber mais detalhes de um produto que já tinha visto na prateleira, logo que entrei fui abordado por uma vendedora e lhe indiquei qual o produto que estava interessado. Bom, se eu não tivesse falado nada, não haveria diferença. A vendedora, por vários minutos, ficou falando sobre o cartão da loja, que poderia parcelar a compra, que poderia começar a pagar em 30 dias, etc.
Ela “só” se esqueceu de falar do produto! Que era o que realmente me interessava, sendo que, o pagamento seria feito à vista.
Resultado disso? A vendedora perdeu a venda, pois em nenhum momento, fez o básico do que é ensinado em qualquer treinamento de vendas: escutar o cliente!
Como diziam Demócrito e os pré-socráticos: “A inteligência é o farol que ilumina o caminho, não nos faz caminhar“.
A lição que podemos retirar desse sábio pensamento é que a inteligência pode nos ajudar em nossa longa jornada, tanto na vida pessoal quanto na vida profissional, porém, não é o único fator decisivo.
A Teoria das Múltiplas Inteligências
Desenvolvida nos anos 90 por uma equipe de pesquisadores de uma das maiores instituições educacionais do mundo, a Harvard University, tal equipe teve como líder o psicologo Howard Gardner.
Esse estudo observou que os seres humanos possuem 7 tipos de inteligência, mas algum tempo depois, foram acrescentadas mais duas inteligências, totalizando, até o momento, 9 tipos.
Uma lista dos 9 tipos de inteligência disponibilizada na WikiPedia:
Lógico-matemática - abrange a capacidade de analisar problemas, operações matemáticas e questões científicas. Medida por testes de QI, é mais desenvolvida em matemáticos, engenheiros e cientistas, por exemplo.
Linguística - caracteriza-se pela maior sensibilidade para a língua falada e escrita. Também medida por testes de QI, é predominante em oradores, escritor e poetas.
Espacial - expressa-se pela capacidade de compreender o mundo visual de modo minucioso. É mais desenvolvida em arquitetos, desenhistas e escultores.
Musical - expressa-se através da habilidade para tocar, compor e apreciar padrões musicais, sendo mais forte em músicos, compositores e dançarinos.
Físico-cinestésica - traduz-se na maior capacidade de utilizar o corpo para a dança e os esportes. É mais desenvolvida em mímicos, dançarinos e desportistas, por exemplo.
Intrapessoal - expressa na capacidade de se conhecer, estando mais desenvolvida em escritores, psicoterapeutas e conselheiros.
Interpessoal - é uma habilidade de entender as intenções, motivações e desejos dos outros. Encontra-se mais desenvolvida em políticos, religiosos e professores.
Naturalista - traduz-se na sensibilidade para compreender e organizar os fenômenos e padrões da natureza. É característica de paisagistas, arquitetos e mateiros, por exemplo.(Esta última criada e desenvolvida por CAMPBELL e não por Gardner)
Existencial- capacidade de refletir sobre questões fundamentais da existência, aguçada em vários segmentos diferentes da sociedade
No estudo realizado, a equipe observou que todas as inteligências podem ser desenvolvidas e sempre há alguma que se sobressai em cada pessoa.
Portanto, podemos concluir que ser inteligente, ou não, é uma opção de cada um!
Cada vez mais observamos que as empresas estão criando planejamentos estratégicos para seus negócios, seja a curto, médio ou longo prazo.
É notório também que nem sempre o planejamento é feito da maneira mais correta. Muitas vezes são utópicos e sem fundamento (principalmente para micro e pequenas empresas).
O objetivo é o resultado que se quer atingir, o destino a ser alcançado. Devendo conter parâmetros numéricos e datas.
A meta é algo mais elaborado e possui um nível de detalhamento maior. Basicamente é composta de três fatores:
Objetivo Estratégico
É o objetivo em si, o destino a ser alcançado.
Exemplo: Ser o maior em participação de mercado.
Valor
Através de uma análise, é estipulado o valor para o objetivo estratégico. Exemplo: Aumentar a participação de mercado em 20%.
Prazo
Também deve ser estipulado com base em uma análise previamente feita. Exemplo: Até 2010.
A meta, com base no exemplo que vimos acima, ficaria:
Aumentar nossa participação de mercado em 20% para sermos o maior do mercado até 2010.
Portanto, podemos observar que possuir somente o objetivo estratégico, não é confiável, sendo que, devemos relevar fatores importantes como valor e prazo, para que assim, possam ser criadas metas que realmente sejam possíveis de serem atingidas.
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